Afinal, o que é contabilidade?

A pergunta “O que é contabilidade?” pode ser respondida de várias formas.

Tem resposta para todos os gostos: dos mais pragmáticos até os mais filosóficos – todos se identificam com pelo menos uma definição!

Para nós do @firenze.academy, a resposta que mais se adequa é que “a contabilidade é a ciência que permite o fluxo de recursos entre pessoas e entidades“.

Inclusive gostaria muito de dar os créditos ao autor, contudo não me lembro de quem/onde escutei essa linda frase! O fato é que amamos essa definição, pois ela é o cerne, a explicação mais direta e mais profunda – ao mesmo tempo – sobre o que a contabilidade é!

Sem o conhecimento contábil não teríamos evoluído economicamente. Não seria possível a expansão do comércio e das atividades econômicas. Note que hoje basicamente tudo o que nós consumimos em produtos e serviços advém, majoritariamente, de empresas. Essas entidades apenas podem existir e manter seus negócios, de forma sustentável, por meio do conhecimento contábil aplicado.

A contabilidade produz uma informação valiosa: ela funciona como um espelho dos eventos econômicos, de forma que consegue trazer à realidade algo abstrato. E assim, nós podemos ler e interpretar esses eventos, e tomar decisões – variadas – com base nisso.

Consegue perceber quão incrível é a contabilidade e essencial o trabalho dos contadores?

Não!? Então vou desenhar para você!

O que é contabilidade?

Outro dia, passeando pelo site da American Accounting Association (AAA), esbarrei na “Comissão Pathways sobre Educação Superior em Contabilidade” (The Pathways Commission). Quem já ouviu falar sobre essa comissão? Confesso que para mim foi o primeiro contato!

Essa comissão foi criada em 2010 pela AAA em conjunto com o American Institute of Certified Public Accountants (AICPA) para estudar a futura estrutura da educação superior para a profissão contábil e fazer recomendações para tal. Achei essa iniciativa incrível!

Ao que me parece, contudo, esse projeto atualmente não está mais em vigor (não consegui acessar o site da organização, bem como a última atualização da comissão na página do AAA é datada de 2016 (você pode ver aqui).

Com base em alguns documentos presentes na página indicada acima, temos que essa comissão tinha por objetivo engajar a comunidade contábil de estudantes, acadêmicos, profissionais e outros na prática e estudo da contabilidade. Para atingir tal objetivo a comissão desenvolveu sete “recomendações”, que são como princípios fundamentais do projeto.

Por exemplo, a recomendação 1 é: “Construir uma profissão erudita para o futuro por meio da integração intencional da pesquisa em contabilidade, educação e prática para estudantes, profissionais de contabilidade e educadores.”. Por favor, me falem que ano no futuro é esse que eu quero estar lá com certeza! (fato é que ele ainda não chegou, pelo menos no Brasil…)

Bom, aqui fazemos um parênteses para que você leia os materiais da Comissão Pathways. O último é datado de novembro de 2015, mas todos tem pontos interessantes sobre a educação contábil e nossa profissão. Fica a dica!

Vamos agora à essa belíssima imagem intitulada “The Pathways Vision Model”:

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The Pathways Vision Model.

Essa figura está relacionada com o framework para o entendimento do papel da profissão contábil na sociedade.

Para nós essa figura representa a essência (“puro suco!”) da contabilidade: temos na base da ilustração vários acontecimentos – eventos econômicos acontecendo. É necessária que seja feita uma captura, leitura e tradução desses eventos para o mundo real. MUITO mais do que débitos e créditos, a contabilidade precisa ser capaz de retratar exatamente (dentro das limitações, é claro) cada evento econômico considerando o que ele realmente significa. E é por isso que temos logo acima o “shades of grey” (“tons de cinza”, em português).

Muitos pensam, erroneamente, que a contabilidade é “preto no branco”. Mas não é nada disso! A beleza da contabilidade está também nisso: nas interpretações, nos julgamentos, nas análises e possibilidades. Naturalmente existem regras, normas a serem seguidas. Isso ocorre por N motivos, um deles sendo a necessidade de consistência e comparabilidade entre as informações (empresa x ela mesma e empresa x seus pares).

Mas quem aplica qualquer GAAP (em especial, as IFRS) sabe que ainda assim há certo espaço para julgamentos, não é mesmo? É por isso que a figura apresenta o pensamento crítico, algo que aqui no @firenze.academy defendemos com unhas e dentes!

A aplicação do pensamento crítico e julgamentos, gera informação útil, que permite a tomada de decisão informada – assim, por fim, temos uma sociedade próspera. Legal seguir essa linha de raciocínio, né? Pensar que a contabilidade permite o fluxo de recursos entre entidades e pessoas, contribuindo para a evolução da sociedade.

Note também que as flechinhas indicam que esse ciclo se retroalimenta. Ou seja, as decisões influenciam os julgamentos, os quais por sua vez influenciam a atividade econômica, e assim por diante. E é por isso, como eu gosto de dizer, que a contabilidade está fadada a SEMPRE MUDAR! Por isso nossa ciência é uma CIÊNCIA SOCIAL APLICADA (não, nós não somos de exatas!!!!)

Eu até consigo imaginar um mundo sem contabilidade. Mas não quero viver nele! E você?

O artigo de hoje está curtinho, mas esperamos ter alugado um triplex na sua cabeça!

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